terça-feira, 24 de abril de 2012

       Calcule você também !!!!!!!!                                         
           
      Vivemos o dia a dia calculando tudo: o tempo de gastamos para chegar ao destino desejado, a quilometragem, quanto vamos gastar de refeições, lanche, café, se nossas receitas serão ou suficientes.
           Esta tarefa é muitas vezes desgastante.   Trouxemos um conto de O Homem de calculava para refletimos que muitas vezes a mudança de paradigma ao nos depararmos a uma questão matemática poderá nos remeter á  soluções não imagináveis .
OS TRINTA E CINCO CAMELOS - Malba Tahan
         Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista. 
          Encontramos, perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios, gritavam possessos, furiosos:

— Não pode ser!
— Isto é um roubo!
— Não aceito!

          O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
          — Somos irmãos — esclareceu o mais velho — e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo eu receber a metade, o meu irmão   Hamed Namir uma terça parte, e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos. A cada partilha proposta, segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio! Como fazer a partilha, se a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas?
          — É muito simples — atalhou o "homem que calculava".
          — Encarregar-me-ei de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal, que em boa hora aqui nos trouxe.
          Neste ponto, procurei intervir na questão:
          — Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem o nosso camelo?
— Não te preocupes com o resultado, ó "bagdali"! — replicou-me, em voz baixa, Beremiz. — Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás, no fim, a que conclusão quero chegar.
          Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
          — Vou, meus amigos — disse ele, dirigindo-se aos três irmãos — fazer a divisão justa e exata dos camelos, que são agora, como vêem, em número de 36.
          E voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
          — Deves receber, meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, ou seja, 18.       Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
          Dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
          — E tu, Hamed Namir, devias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
          E disse, por fim, ao mais moço:
          — E tu, jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, devias receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e pouco.      Vais receber um terço de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado.
          E concluiu com a maior segurança e serenidade:
          — Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir — partilha em que todos os três saíram lucrando — couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado de (18+12+4) = 34 camelos.    Dos 36 camelos sobraram, portanto, dois. Um pertence, como sabem, ao "bagdali" meu amigo e companheiro; outro, por direito, a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança.
          — Sois inteligente, ó estrangeiro! — confessou, com admiração e respeito, o mais velho dos três irmãos. — Aceitamos a vossa partilha, na certeza de que foi feita com justiça e eqüidade.
          E o astucioso Beremiz — o "homem que calculava" — tomou logo posse de um dos mais belos camelos do grupo, e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
          — Poderás agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro. Tenho outro, especialmente para mim.
          E continuamos a nossa jornada para Bagdá.


Até breve.......


                                                                                  
                                                    

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Frases para Reflexão

 "Uma longa viagem de mil milhas inicia-se com o movimento de um pé."  Lao-Tsé,

E para iniciar uma fortuna? Será que  R$ 1,00 é suficiente?

 "Ponho meu dinheiro na caderneta de poupança.  Para quem não entende de economia é a melhor coisa.   Agora, quem entende temoutros lugares para perder."  Delfim Neto

Um economista tão renomado como este, em que época de nossa história fez esta colocação.   Hoje, em 2012 diria a mesma coisa?
 
 "O homem só é feliz pelo supérfluo.  No comunismo só se tem o essencial.   Que ciosa abominável!" Nelson Rodrigues.

Supérfluo e essencial, o que traz a felicidade?

      "Tudo o que fazemos esta ligado ao dinheiro.  Eu sou uma mercadoria e tenho plena consciência disso." Marlon Brando

Estar com a família e amigos esta ligado a dinheiro?

    "Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá.  A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência."  Henry Ford

Esta frase dita por um Empreendedor como Ford é para ser analisada.

 

E você o acha?  Comente as frases acima, envie a sua para publicarmos.

Estamos aguardando       
 
Equipe Lidando com o Dinheiro

sábado, 3 de março de 2012

Imposto de Renda


Chegou a hora de acertar as contas com o Leão



            Apesar da maioria das pessoas reclamarem desta obrigação o Presidente do SESCON José Maria Chapina Alcazar e  empresário contábil adverte que, neste momento, o contribuinte deve ter consciência da sofisticação da inteligência fiscal brasileira. "O cruzamento de informações prestadas em diversas obrigações acessórias permite ao Fisco identificar omissões ou até mesmo fraudes nos documentos", alerta o líder setorial, citando como exemplos a DIMOB e a DMED, entregues respectivamente pelas imobiliárias e pelas clínicas médicas, que trazem ao conhecimento da Receita Federal do Brasil as transações dos brasileiros nestas duas áreas.

            A equipe do Lindando com o Dinheiro, lembra à você a importância do planejamento na hora de guardar os documentos, pois, anualmente temos  contas a prestar ou futuramente apenas conferir nossa declaração como ressalta o empresário contábil Chapina Alcazar que a capacidade fiscal está em um grau tão elevado que, em breve, a declaração de imposto de renda pessoa física virá pronta e restará ao cidadão apenas confirmar ou não os dados contidos.

            Tenha em mãos:  

Ø  Cópia da última declaração entregue em 2011, ano-calendário 2010;

Ø  Informes financeiros (salário, previdência privada, bancário, aluguel, NF Paulista, lucros e dividendos, INSS e outros;

Ø  Contratos – empréstimos, financiamentos e consórcios;

Ø  Se efetuou venda ou compra de veículos, motos ou outro bem á vista tenha os dados da transação como: nome, endereço,   CPF,do comprador ou vendedor e o valor da transação;

Ø  Recibos e notas referentes às despesas com saúde e instrução;

Ø  Recibos ou Notas Fiscais no período como: advogado, médico, fisioterapeuta, nutricionista, engenheiro, outros;

Ø  Dados dos dependentes: nome, CPF, data de nascimento.  Se este já estiver tendo rendimentos formalizados, cuidado, não deixe de informar ou analise se vai valer apena ter como dependente;

Ø  Darfs de carnê-leão pagos

Ø  Dados relativos às transações de venda ou alienação de bens já declarados.

.

Estão obrigados a declarar os contribuintes que:

Ø  Receberam, durante o ano de 2011, rendimentos brutos tributáveis superiores a R$ 23.499,15 ou rendimentos não-tributáveis, tributados exclusivamente na fonte e isentos, acima de R$ 40 mil;

Ø  Realizaram, em qualquer mês-calendário, venda de bens ou direitos na qual foi apurado ganho de capital sujeito à incidência de imposto, mesmo nos casos em que o contribuinte optou pela isenção através da aplicação do produto da venda na compra de imóveis residenciais no prazo de 180 dias;

Ø  Realizaram negócios em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

Ø  Tiveram posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil durante o ano de 2011;

Ø  Passaram à condição de residente no Brasil durante o ano de 2011 e nessa condição se encontravam em 31 de dezembro;

Ø  Tiveram receita bruta superior a R$ 117.495,75 por meio de atividade rural ou que estejam compensando prejuízos de anos anteriores ou do ano a que se refere a declaração, neste caso, sendo vedada a declaração pelo modelo simplificado.



Fique atento e não deixe para última hora. O prazo final é 30 de abril de 2012.

Caso tenha dificuldade em elaborar sua declaração entre em contato conosco.



Um forte abraço e até breve  


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

$$$ Dinheiro $$$


De acordo com o dicionário dinheiro é o meio usado na forma de moedas, notas (cédulas), na compra de bens, serviços, força de trabalho.

                        A palavra dinheiro é mencionada por todos, sem exceção.   Alvo de muitas discussões e análises fazendo  parte do dia a dia da dona de casa ao grande empresário, dos mais jovens aos mais velhos,  de todas as classes sociais.

                        Afinal, o que esta por trás desta ferramenta de troca utilizada em todo o planeta?

                        Esta discussão esta longe de uma conclusão exata como dois e dois são quatro, aliás, dinheiro (moedas e cédulas) tem valores específicos  de acordo com seu país de sua origem, e sua soma, multiplicação ou divisão apresentam um resultado exato.  

                        De acordo com a professora de finanças da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas), Myrian Lund, dependendo do hemisfério cerebral que está mais ativo - o esquerdo ou o direito -, todo nós podemos nos enquadrar em três perfis de comportamento: operacional, analítico e sonhador.

                        A quem diga que dinheiro e emoção estão longe de se encontrar é uma questão de cálculo.

                        Já a autora Glória Maria Garcia Pereira, em seu livro A Emergia do Dinheiro, escreve: “Dinheiro é meio, instrumento ou energia da multiplicação para se chegar a um fim determinado pelo pensamento.   

                        O consultor financeiro, Gustavo P. Cerbasi em seu livro Dinheiro, os segredos de quem tem aborda com muita clareza que emoção e razão devem andar juntas no que diz respeito a planejamento financeiro, pois, a emoção é que impulsiona as realizações que a razão terá de mensurar.

                        E você! O que acha?                      

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

É Carnaval....

                                 Já que você precisa relaxar um pouco a equipe do Lidando com o Dinheiro,   trouxe uma marchinha  composta por  Ivan Ferreira- Homero Ferreira-Glauco Ferreira.
                                               Ei, você aí!
                                     Me dá um dinheiro aí!
                                      Me dá um dinheiro aí!

                                      Não vai dar?
                                      Não vai dar não?
                                      Você vai ver a grande confusão
                                      Que eu vou fazer bebendo até cair
                                      Me dá me dá me dá, ô!
                                      Me dá um dinheiro aí!” 



Cuidado com os excessos....
   Deixe seu cartão de crédito bem guardado”   






Se dirigir não beba e se beber não dirija”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A DEFESA DO CONSUMIDOR BANCÁRIO NA JUSTIÇA

Nesses tempos de crise mundial, que reverbera nas vidas das empresas e das famílias, é relevante pensar nos modos em que serão enfrentados alguns problemas, como, por exemplo, os decorrentes de endividamentos com as instituições bancárias.


Num primeiro momento, há um sensacionalismo que seduz aqueles devedores que vivem em situações limite: nas quais se empresta de manhã para comer à noite, sem dimensionar com efetividade o impacto deste crédito no momento de realizar o pagamento do valor tomado.

É importante deixar claro que a magistratura paulista tem julgado com seriedade os casos em que constata a tentativa utilização do judiciário como meio para afastar ou postergar o pagamento de valores devidos, isso porque, existe um princípio no direito de que aos pactos devem ser respeitados. Além do que, é a inadimplência uma das causas do encarecimento do crédito ao consumidor.

De outro lado, em relação às diversas ilegalidades realizadas por instituições financeiras aos consumidores, igualmente os juízes vêm sendo sensíveis aos reclamos da sociedade, por se reconhecer que a parte mais fraca fica muitas vezes à mercê desses gigantes da economia. Alguns exemplos julgados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo merecem ser comentados.

O primeiro diz respeito ao cliente que, ao realizar acordo com o banco, por não ter conseguido realizar o pagamento na data correta, por força de greve dos bancários, obteve o direito de consignar os valores em juízo, o desembargador relator Jurandir de Souza Oliveira decidiu que “o fato de algumas agências bancárias não terem aderido ao movimento de greve não significa que a recorrida tinha o dever de procurar, em verdadeira peregrinação, estabelecimento bancário que estivesse em funcionamento na data do vencimento da obrigação. [...] a apelada também não estava obrigada a efetuar o pagamento em casa lotérica” (TJSP 0007708-09.2009.8.26.0157 julgado em 11 de janeiro de 2012).

Em outro caso, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu o direito do cliente que contratou um empréstimo bancário e no mesmo dia resolveu rescindir o contrato, ou seja, desfazer a negociação. O desembargador relator Dimas Carneiro apoiou-se no princípio da boa-fé objetiva, previsto no Código de Defesa do Consumidor e no Código Civil, para reconhecer o direito do consumidor bancário de depositar o valor em juízo, dando quitação, porque se o cliente não utilizou o valor disponibilizado e tinha o direito de desfazer o negócio (TJSP 0001609-27.2010.8.26.0306).

O último exemplo, trazido neste texto é o da necessidade de informação a ser prestada ao cliente, a justiça decidiu que os bancos deve fornecer os contratos aos clientes, e que é ilegal a cobrança de comissão de permanência, se ela não for contratada (TJSP 9087896-84.2007.8.26.000).

Após esses exemplos, deve-se reconhecer que é necessário prestar atenção a todas as contratações bancárias, a fim de que o consumidor, nesses tempos de crise, não entre em situações de superendividamento. Se houver ilegalidade nos contratos, demonstrou-se, antes, que o judiciário paulista é, além de técnico e preciso, sensível aos reclamos da população.